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REVISTA FORMAS & MEIOS
Desde: 03/02/2005      Publicadas: 754      Atualização: 31/10/2005

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GIGANTES DO JAZZ

Count Basie (1904-1984)

Count Basie (1904-1984)

Count Basie é sinônimo de big band, assim como Duke Ellington. Começou com pianista em um cinema, tocou com os Blue Devils do contrabaixista Walter Page e depois com a orquestra de Bennie Moten. A carreira de bandleader começou em 1935, quando recrutou alguns músicos da extinta orquestra de Moten. Basie foi para Nova York com sua recém-organizada orquestra em 1936. O sucesso veio logo. Basie conseguiu esculpir um conjunto que, além de se tornar um dos mais célebres dos anos 30 e 40, estabeleceu um paradigma de excelência comparável apenas ao estabelecido por Ellington. A primeira fase da orquestra, que vai de 1936 até 1940, se caracteriza por arranjos simples mas eficazes. A segunda fase, de 1940 até 1950, se caracteriza por arranjos mais elaborados, com maior riqueza harmônica. Devido a dificuldades econômicas, a orquestra de Basie teve que ser desativada no período 1950-1951, reduzindo-se a um octeto. Curiosamente, foi precisamente durante essa interrupção que ocorreu a transição da fase "clássica" para a fase dita "moderna" de Basie. Reativada, a orquestra ingressou em sua terceira fase, fazendo grande sucesso em turnês nos anos 50. Atravessou impávida os anos 60 e 70, apesar de já representar, em certo sentido, uma música de outra época. Apesar dos problemas de saúde de Basie nos anos 80, a orquestra era sempre recebida calorosamente e se manteve em atividade mesmo após a morte do líder, preservando aquilo que é uma verdadeira instituição do jazz.

A característica mais marcante da orquestra de Basie, destacada por inúmeros críticos, é o fato de se tratar de uma verdadeira máquina de swing. Não é à toa que a seção rítmica, com Basie ao piano, ganhou a alcunha reverente de All-American Rythm Section. O estilo pianístico de Basie se caracteriza pelo minimalismoe pelo despojamento (traços que já foram destacados por diversos críticos). Basie também sempre se cercou de solistas excepcionais, demasiado numerosos para serem mencionados aqui. A competência desses solistas é atestada pelo fato de que muitos deles, após deixar a orquestra de Basie, formaram suas próprias orquestras. Cabe destacar, porém, um solista de Basie que exerceu grande influência sobre os rumos do jazz: o saxtenorista Lester Younger.


NOTÍCIAS - Morre aos 73 anos o bluesman Emery 'Detroit Junior' Williams


INTERNATIONAL - Morre lenda do blues britânico


NOTÍCIAS - Hello, Armstrong


HELLO, Dolly Durante o período de 4 de abril a 8 de maio de 1964, os The Beatles, dominavam a parada de sucesso da Billboard com "Can't Buy me Love", "Twist and Shout", "She Loves You ", " I Want to Hold Your Hand" e Please Please me". A América se encontrava tão enlouquecida pelos rapazes de Liverpool que parecia nada mais existir. Mas uma grande surpresa aconteceria quando da publicação da nova pesquisa, em 9 de maio. Pois a canção que se encontrava no topo da lista não era mais os The Beatles, e sim "Hello, Dolly" com o trompetista e vocalista Louis Armstrong, que na época encontrava - se com 63 anos. Escrita por Jerry Hermann, e um dos maiores sucesso da Broadway com Carol Channing, " Hello, Dolly" nada mais foi do que algo simbólico, pois Armstrong era responsável pela difusão do jazz, que foi música predominante na América até o surgimento do Rock and roll. O jazz entrou em declínio comercial nos anos 60. Logo após ter sido colocada em segundo plano entre os grandes produtores de musicais americano. Louis não conhecia a música "Hello, Dolly" nem tinha ouvido falar da peça. Na época ele estava preparando um álbum de canções para a Broadway, então o editor veterano jazzman achou que ficaria bem em sua voz. Não demorou para ser a música mais vendida de Armstrong e tornar-se marca registrada do artista. O álbum de mesmo nome também ganhou disco de ouro e Satchmo um Grammy. Em 1969, fez participação especial no filme " Hello, Dolly" que tinha barbra Streisand no papel principal. Louis começou a gravar no início dos anos 20 e jamais deixou de ser um artista popular, inclusive em várias partes do mundo. Mas a explosão do sucesso com "Hello, Dolly", fez muitos jovens e um outro tanto de pessoas se interessarem por sua música. Ele continuou gravando e se apresentando regularmente até sua morte, que ocorreu em 6 de junho de 1971.

DIVULGAÇÃO - Milt Jackson (1923-1999)


O vibrafonista Milt Jackson, apelidado "Bags", é indubitavelmente o principal vibrafonista do jazz pós-swing, e talvez o maior de todo o jazz. Nascido em Detroit, em 1923, começou tocando violão e piano, antes de se decidir pelo vibrafone na adolescência. Em 1945, fazendo parte de um grupo de Detroit, encontrou-se com Dizzy Gillespie pela primeira vez. Depois foi chamado por Dizzy para seu sexteto em New York, e também para a sua big band. Ou seja, Bags esteve presente na cena bebop desde seus primórdios, e foi o primeiro vibrafonista a dominar o novo estilo.
O nome de Bags está indissoluvelmente ligado a essa verdadeira instituição do jazz que se chama Modern Jazz Quartet. Participou do grupo desde a sua origem, em 1952, quando a formação ainda não era a definitiva. Bags era o elemento de impacto, o homem de ponta do MJQ. Como diz Bruno Schiozzi, "ele cresceu entre as tórridas sintaxes do bebop, homem de jam sessions por natureza e vocação". Em comparação com o som de seus parceiros, o fraseado ágil e incisivo de Bags poderia parecer inadequado para o austero conjunto. Mas só aparentemente. Na realidade, completava maravilhosamente o som geral do grupo. O enfant terrible Jackson era o parceiro perfeito para o enfant gâté Lewis. O contexto sonoro proporcionado por John Lewis, Percy Heath e Connie Kay, permite, ainda, apreciar quão elegante e equilibrada é, na realidade, a música de Milt Jackson.
Além das gravações com o MJQ, Jackson realizou também várias gravações sob seu próprio nome.
Bags logrou estabelecer o vibrafone dentro do ambiente competitivo do bebop. Sua música é um modelo de competência e consistência, um paradigma de virtuosismo, criatividade e elegância. Ao mesmo tempo que experimentava formatos novos e sofisticados dentro da estética da third stream, Bags se mantinha fiel às raízes do blues. Ao mesmo tempo que seu vibrafone amiúde explode veloz e nervoso nas composições mais rápidas, também se mantém expressivo e nobre nas baladas. Essa vida toda dedicada ao jazz da mais alta qualidade fez com que Bags se tornasse uma unanimidade entre a crítica jazzística. Em 1997 Milt Jackson recebeu, juntamente com Billy Higgins e Anita O'Day, o prêmio "American Jazz Master" do National Endowment for the Arts, o mais importante prêmio de jazz dos EUA, que é concedido somente aos maiores nomes.

DIVULGAÇÃO - Oscar Peterson


Este pianista canadense é um dos músicos de jazz mais conhecidos do grande público. Revelado no projeto Jazz At The Philarmonic de Norman Granz, Peterson tem sido, durante cinco décadas, um grande divulgador do jazz. Tocou com os maiores nomes da cena e é sempre uma grande atração em todos os festivais de que participa. Gosta muito de tocar em trio, e também em duo com guitarristas e violinistas. Seus parceiros musicais mais constantes são os contrabaixistas Ray Brown e Niels-Henning Orsted Pedersen e os guitarristas Herb Ellis e Joe Pass. O modo pelo qual o prestígio de Peterson transcende as fronteiras do jazz fica evidente pelo fato de ter feito parcerias inclusive com grandes solistas clássicos, como o violinista Itzhak Perelman. O estilo de Peterson é multifacetado, indo do stride piano até o impressionismo cool, passando pelo swing pelo bebop e até mesmo pelo clássico. Alguns críticos o censuram por seu ecletismo e por absorver os estilos da moda. Seu virtuosismo incomparável o faz tender ocasionalmente ao espetacular. Talvez essas críticas possam ser aplicáveis a uma ou outra de suas execuções, porém o certo é que a vasta obra de Peterson está repleta das mais impecáveis execuções jazzísticas. Ele é capaz dos fraseados mais elegantes, equilibrados e espontâneos. A verdade é que é admirável o modo como, ao longo de cinco décadas, Peterson conseguiu manter um nível musical tão alto em sua obra.

Entre suas influências estão Art Tatum e Nat "King" Cole. De acordo com Lalo Schifrin, se Bill Evans é o Chopin do jazz moderno, Oscar Peterson é o seu Liszt. O grande violinista clássico Yehudi Menuhin, em seu livro A música do homem, fez uma apreciação eloqüente da música de Peterson: "Algum dia eu gostaria de tocar com o pianista canadense Oscar Peterson, certamente um dos músicos mais notáveis de qualquer época, cuja virtuosidade inventiva causa inveja a seus pares; ele é único no domínio puro e compreensão sutil de seu instrumento. Representa o auge de uma tradição que perdurou na América do Norte através deste século".

DIVULGAÇÃO - Duke Ellington (1899-1974)


O pianista e bandleader Duke Ellington nasceu em 19 de abril de 1899, em Washington DC, Edward Kennedy Ellington mais tarde receberia o apelido de Duke (duque) de um amigo de infância, por sua maneira pomposa de se vestir. Filho de um casal pertencente à classe média negra, Ellington teve uma infância tranqüila. Seu pai era mordomo na Casa Branca e sua mãe o mimava ao extremo. Começou a estudar piano, aos sete anos, incentivado pela mãe, que mesmo nos períodos mais difíceis mantinha suas aulas. Ellington não demostrou grande interesse pelo instrumento até os treze anos, quando conheceu, em uma viagem com sua mãe a Atlantic City, o pianista Harvey Brooks, que lhe mostrou atalhos e ensinou alguns "truques". Seu primeiro emprego, no entanto, não foi na música. Sua grande paixão antes do piano foi o baseball, e para poder ver seus ídolos, arrumou um emprego de vendedor de amendoim. Costumava dizer que esse emprego o ajudou a vencer a timidez uma vez que tinha de gritar para conseguir seus trocados.

Em Washington, dois pianistas puseram o jovem Duke sob suas asas: Oliver "Doc" Peri e Louis Brown tiveram grande importância na formação musical do bandleader, ensinando-lhe a ler partituras e ajudando-o a aprimorar a técnica. Entrou para um sexteto chamado The Washingtonians, que tocava músicas dançantes em bailes. Foi nesta época que começou sua carreira de bandleader, quando os músicos do sexteto descobriram que o líder da banda, o banjonista Elmer Snowder, estava passando-lhes a perna. Expulsam-no e elegem Duke o novo líder.
Um de seus ídolos foi o grande (em todos os sentidos) Fats Waller. O mestre do piano foi um de seus grandes incentivadores e fundamental nos primeiros anos de Ellington em Nova Iorque. Na Big Apple (apelido dado à cidade pelos músicos de jazz), Ellington entra em contato com sons novos, diferentes do ragtime ouvido em Washington. Passa a ouvir os pianistas de stride do Harlem, assim como o som melodioso e swingado de Sidney Bechet e Louis Armstrong.

DIVULGAÇÃO - Dizzy Gillespie (1917-1993)


TUNEL DO TEMPO - RAY CHARLES: UMA LUZ NA ESCURIDÃO


Faleceu aos 73 anos o pianista e cantor Ray Charles às 15h35 [horário de Brasília] do dia 10 de junho, vitimado por doença hepática. O cantor faleceu em sua casa de Beverly Hills - Los Angeles, California. A morte foi anunciada por seu porta voz que, revelou ter sido no dia 30 de abril a última aparição pública de Ray Charles. Considerado pai do soul, avô do rock e até padrinho do rhytmm & blues, Charles sempre foi alheio aos adjetivos, os estudiosos e especialistas da música americana sempre o consideraram " um caldeirão de sons que os confundiam sempre." Os maiores êxitos de sua carreira foram os anos 50 e 70. Nesta fase surgiram hits como What I'd Say, e Hit the Road Jack.Canções como Georgia on My Mind, Unchain My heart - não disfarçava os dois maiores sentimentos que tornaria único: a revolta e a tristeza. Charles introduziu e secularizou o gospel, deu vitalidade ao country, e inda flertava com o jazz. O cantor estava preparando um disco de duetos.

VIDA DIFÍCIL

Ray Charles nasceu aos 23 de setembro de 1930, em Albany - Georgia, EUA. Filho de pais pobres, ele ficou cego antes dos sete anos de idade e, sua mãe não tendo como sustentá-lo o internou em uma escola para cegos e surdos-mudos na cidade de St Augustine- Flórida. Lá, aprendeu a consertar carros e depois a tocar piano. Aos 15 anos sua mãe faleceu, Charles teve seu primeiro contato com drogas- heroína e só parou aos 35 anos. Também usou maconha e cocaina mas não se deixou destruir como fizera os mitos do jazz: Charlie Parker e Chet Baker. Em 1961 e 1964 desintoxicou-se em uma clínica de Los Angeles. Mas no ano de 1965 foi preso com heroína e passou um ano internado para livrar-se da dependência.Nada o impediria de ser eleito o terceiro melhor músico do século, ficando abaixo do U2 e acima de Frank Sinatra. Ganhou 13 Grammys, o mais prestigioso prêmio da música americana. Charles se casou duas vezes e teve nove filhos com sete mulheres.

RAY CHARLES NO BRASIL

Em 1986, ele desembarcou como atração do Free Jazz Festival. Ao pisar no palco comoveu a platéia. Um fato tenso antecedeu sua apresentação. Exatamente às 19h30 horário em que se apresentaria ligaram para o produtor Zuza Homem de Mello e disseram: " O senhor Charles não aprovou o piano." Foi um sufoco para conseguir outro piano, mas conseguimos. Lembra-se Zuza. Em 1995, retornou ao país para se apresentar no Parque do Ibirapuera para 150 mil pessoas. E em 1996, fez curta temporada - dois dias, no Bourbon Street /SP. Está previsto para o mês de outubro, estréia de um filme sobre sua vida. Unchain My Heart: The Ray Charles Story contará desde sua juventude quando cantava no Sul dos EUA, até sua ascensão. A direção é de Taylor Hacford, e Jamie Foxx npo papel de Charles.
Francisco Martins ]




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